terça-feira, 30 de setembro de 2008

Tk7dois e Festival Varadouro 2008



O Evento Festival Varadouro agregou vários segmentos. Ofcinas de grafite, estudios de gravação, palestras, enfim, rolou de tudo um pouco durante toda a semana "varadoura".
E nos dias 26/09 e 27/09, o espaço foi para as bandas de vários cantos do país mostrar o som que gostam de fazer, e divulgar seus trabalhos para a massa que foi assistir, e para toda a imprensa que estava lá também. E nós da Tk7dois1 tivemos a surpresa de sermos convidados para fazer isso, mostrar o som que fazemos aqui pelo Juruá para todo o Brasil. Além de ser a primeira vez que uma banda do interior participa do evento, e sermos nós os representantes de tais, a grande pergunta que percebia no olhar dos outros músicos era: "Esses meninos tocam mesmo?"
(..rsrsrs...)

Bom, se a gente toca mesmo ou não, não serei a pessoa mais apropriada para falar isso, pois sou totalmente suspeito. (...rsrs...)
Nosso ideal era mostrar o que estavamos tocando atualmente. Óbvio temos a clara concepção que ainda temos que amadurecer bastante nossa sonoridade. Mas eu pergunto, nossa banda tem que tocar o que? Eu responderia que as músicas que as bandas produzem são resultado da união de várias influências, desde o que escutamos, lemos, pesquizamos, e óbvio, imaginamos. E isso é fato em nossa banda. Tá mas voltando pro Varadouro, saimos daqui preparados pra mostrar quem somos.
Chegando ao aeroporto, vamos para o ônibos que vai levar as bandas que ainda estão chegando, ao restaurante, e depois ao hotel. Encontramos lá uma banda de Manaus-Am. É a Cabocrioulo. Uma rapaziada que demonstra um carisma impressionante, e que nos passa logo um afeto companheirismo. Sobre o show deles eu não sei como é, pois foi no Sábado a noite, e nós voltamos pra casa Sábado pela manhã. Mas eu escutei o Cd deles, e é um som bem interressante que utiliza bastante a "cozinha", é legal, vale a pena pesquizar. Mas então. Chegando no restaurante, nos deparamos com bandas de todo Brasil. O clima éra muito legal, pois o cheiro de comida era intercalado com a fome de rock, como diz o linguajar roqueiro acreano, "muito massa".
To enrolando muito não é? (..rsrs..)


Bom, o show.
Chegando ao palco pronto pra tocar, começamos aos ajustes de retorno e posições das câmeras e limpeza do palco. O som é muito bom, é do geito que pedimos, os técnicos sempre atenciosos, muito legal.
Chegando a hora de tocar, a moça e o rapaz nos apresentam e nos chamam. Dái em diante, temos nossa meia hora de rock, Se vira nos 30. (..haha..)
Tocamos nossas autorias, tocamos o que queriamos, mandamos nossa mensagem. Nosso Set List era de 6 músicas, e tocamos todas elas.
Foi novidade pra muita gente, pois somos jovens, e temos um som com guitarras bem técnicas e ao mesmo tempo "pesadas", e uma cozinha bem combinada. Letras que falam de amor, poesia e reflexões. Jovem pedindo pra outro jovem refletir sobre si mesmo em música, é diferente de se ouvir, é ou não é? E o público curtiu. Claro ninguem agrada todo mundo. Foi o que chamou a atenção nos repórteres que nos abordaram logo a pós nossa participação. Fizemos muitas entrevistas, falamos do prazer de estar participando da cena "fora do eixo", e que queriamos tocar, tocar e tocar, sem ser precoce a nenhuma etapa.


Revistas, MTV, Tvs Locais, enfim, registramos uma fase importante em nossas vidas, e na vida do rock do interior.

E os shows depois de nós?

Ah! Então, isso é que é o mais legal, o Festival Varadouro conseguiu agregar os estilos mais variados nessa edição. Registro interessante foi a Banda do Pará "LA PUPUÑA". Estudantes de músicas que fizeram de um projeto uma banda, e tocam músicas instrumentais com levadas de carimbó e rock, guitarradas swingadas, enfim, é muito legal. E tinha outras mais "metal". Survive, é do Acre, mas o show dos caras, faz parecer que estamos num ambiente que sentimos ao assistir Sepultura no ALtas Horas, ou Metal no Rock In Rio. E o show que eu mais queria ver aconteceu, Los Porongas, a banda que mas nos influenciou a desenveolver o trabalho autoral, um showzáço, onde percebemos que o acreano tem orgulho de si mesmo e de falar de suas riquezas e costumes. Foi muito bom.


Festival deixou saudades, infelismente nós não ficamos no sábado pra assistir as outras bandas, mas aconselhamos a quem nunca foi, participar do próximo, e dizer pras bandas de todo o Acre, que o caminho não é fácil, mais também não é impossível, persistam, toquem o que gosta, que o amadurecimento acontece, não pule etapas.
Agradecer ao pessoal do coletivo catraia que estava à frente da organização e deu toda a estrutura de nossa estadia, e claro fez o convite para participarmos. Um abraço a todos e até breve.

Giovanni Acioly
Vocal e Guitarra - Tk7dois1

Um comentário:

Thays França disse...

Parabéns pela Inciativa Giovany, nós aqui ficamos gratos, falo em nome do Catraia! Continuem trabalhando e fazendo a cena autoral e independente acontecer pelas bandas daí =)

Aguardo o dia em que estruturaremos um coletivo em "TK" =)
Beijão!

Thays França - Catraia Produção.